Amor Incondicional e Redentivo

Amor Incondicional e Redentivo

O Amor não é leviano, como quem ajuda alguém por aquilo que pode receber em troca, desprezando as pessoas que nada têm para oferecer. O amor de Deus não apresenta condições nem faz troca de favores. Não é um “amor se…”, mas um “amor ainda que…”, ou seja, um amor que age primeiro, mesmo correndo o risco do desprezo: “… Não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.” (1 João 4.10).

O perfeito Amor não busca dignidade nas pessoas, ele dá dignidade. Foi assim conosco: Deus nos fez dignos da herança (Colossenses 1.12). De desprezíveis, passamos a ser participantes das conquistas de Cristo.

Deus se regozija não porque milhares de pessoas estão louvando à sua grandeza e poder, mas simplesmente “porque o seu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado” (Lucas 15.24). A graça de Deus não depende do que fizemos para ele, mas, antes, do que Deus fez por nós: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Romanos 5.8).

Quando fomos restaurados pelo Amor, nossa condição humana não era louvável. No entanto, é interessante como isto não levou Deus a pechinchar o preço que pagaria por nós. Ele não nos desvalorizou, argumentando nossa insignificância para pagar abaixo do preço. E isso tem um motivo claro: Deus sempre nos viu como filhos. Aleluia! Deus foi até as últimas consequências por nossa causa. Desceu ao nível que estávamos para nos resgatar: “Antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.” (Filipenses 2.7,8).

Philip Yancey, no livro “Preciosa Graça”, faz uma explanação interessante sobre o amor redentivo de Deus:

Às vezes, as emoções conflitantes de Deus lutam entre si na mesma cena. No livro de Oséias, por exemplo, ele vacila entre as reminiscências ternas do seu povo e a solene ameaça de julgamento. ‘A espada reluzirá em suas cidades’, ele adverte em tom sinistro, e então, quase no meio da sentença, escapa um brado de amor: ‘Como posso desistir de você, Efraim? Como posso entregá-lo nas mãos de outros, Israel? O meu coração está enternecido, despertou-se toda a minha compaixão. Não executarei a minha ira impetuosa’, Deus conclui afinal. ‘Pois sou Deus, não homem, o Santo no meio de vocês.’ Novamente, Deus reserva para si o direito de alterar as regras da retribuição. Embora Israel tenha merecido totalmente sua repreensão, não receberá aquilo a que faz jus. Deus irá a qualquer distância despropositada para trazer sua família de volta… Séculos depois, um apóstolo explicaria a reação de Deus em termos mais analíticos: ‘Mas onde aumentou o pecado, transbordou a graça’(Oséias 11.6-9, 3.1 e Romanos 5.20)”.

Extraído do livro “LOUVOR, ADORAÇÃO E AS COISAS DO CORAÇÃO” | Manassés Guerra
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