Nos Bastidores da Redenção

Nos Bastidores da Redenção

Por mais contraditório que pareça, o caminho da dor não terminou no calvário – tratamos sobre este fato quando abordamos o tema “Está consumado!”. Portanto, vamos percorrer, obstinadamente, o caminho que Jesus seguiu no “vale de trevas e morte”, até chegar ao “banquete à vista dos seus inimigos”.

As trevas não significaram para Jesus somente a agonia do Getsêmani até a cruz mas, principalmente, a separação da vida eterna – a morte espiritual – que o acometeu. Este é o sinal sobre o qual ele havia falado antes da sua morte, o sinal de Jonas: “Pois assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre de um grande peixe, assim o Filho do homem ficará três dias e três noites no coração da terra” (Mateus 12.40).

Quando Jesus se entregou à morte, a vida de Deus o abandonou. O propósito para o qual tinha vindo, enfim chegou sobre ele, como densas nuvens de escuridão. O “fundo do poço” – o lugar para onde o homem despencou quando decaiu da sua condição de justiça – este foi o paradeiro do Unigênito de Deus. Ao aceitar ser morto, Jesus estava abrindo mão da sua justiça. E Deus o abandonou, perdendo-o por um momento, para recebê-lo mais adiante, juntamente com toda a raça humana de volta aos seus braços.

É como se Deus, o Pai, propusesse para o Filho: “Quando você disser ‘sim’, aceitando identificar-se com eles e os substituir, eu o desampararei, e você certamente se tornará como um deles, e será presa fácil para a morte e seus agentes. Porém, mais à frente, estarei o esperando, para o decisivo confronto e o eterno reencontro”.

Muitos cristãos acreditam na ideia de que Jesus desceu da cruz como vitorioso; a sua entrada no inferno foi triunfal e que, com brados estrondosos, imediatamente acabou com a festa que os demônios faziam, derrotando Satanás. Entretanto, a ordem dos acontecimentos não é bem esta. Jesus desceu à prisão como derrotado, como um condenado que adentra no corredor da morte e recebe em seu corpo, a toxina letal que o aniquila. A festa infernal tornou-se ainda mais intensa quando, no corpo, Jesus morria e o seu espírito, separado de Deus, descia ao Hades como alguém sentenciado por Deus. “Puseste-me na cova mais profunda, na escuridão da profundezas. Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido até às regiões inferiores da terra?” (Salmos 88.6 e Efésios 4.11 – ARA).

Jesus, na cruz, não lidou simbolicamente com o nosso pecado. Ele foi feito pecado. Como declara o apóstolo Paulo, “tornando-se maldição por nós, nos livrou da maldição” (Gálatas 3.13 – NTLH). Ele assumiu a condição de réu e foi castigado no nosso lugar. O intento de Deus foi o de erradicar o pecado, bem como as consequências do pecado, que teríamos que padecer nesta vida e por toda a eternidade. Um tipo de redenção tal, que providenciou cura para o espírito, alma e corpo.

Extraído do livro “A FESTA DA REDENÇÃO” | Manassés Guerra
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